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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Animal esmiuça a relação com o chefe

Existem chefes bons, maus, chefes +/-, mas os que realmente me irritam são os chefes "Eu é que sei!". Prestem muita atenção, os chefes "Eu é que sei!" são como uma dor nas costas: temos, já tivemos ou ainda vamos ter...

O teu chefe é um chefe "Eu é que sei!"? O inegrume está a ponto de te deixar louco? Seguem algumas ideias para te ajudar a manter a integridade mental (e talvez o emprego).

Evitar responder a altura
Se o teu chefe normalmente age como um idiota e está constantemente em pânico, o teu impulso inicial seria de o colocar no lugar. Por mais agradável que seja dizer-lhe umas caralhadas e colocá-lo no lugar, responder mal com mal não leva a nada e só piora a situação. Por isso tem de se manter a calma. Isso vai criar uma impressão positiva em quem estiver a ouvir a conversa – incluindo, provavelmente, o chefe do chefe.

Rir
Rir é uma óptima maneira de lidar com situações desagradáveis. Ao invés de ficar fodido com o que se passa, deve-se tentar rir sobre isso. Por exemplo, uma boa maneira de passar uns minutos a rir com os colegas seria tentando adivinhar qual o primeiro colega com o qual o chefe vai implicar, ou a que horas é que o chefe vai ficar chateado naquele dia, e depois comparar as previsões com o que realmente aconteceu.

Ter cuidado quando se fala com o chefe do chefe

Nunca falar mal do nosso chefe, pois podemo-nos vir a arrepender disso e acabar por pagar muito caro por isso. Lembrem-se sempre que o chefe do nosso chefe, também é NOSSO chefe. Se por acaso surgir a oportunidade de falar com o chefe do chefe, e ele perguntar alguma coisa sobre o nosso chefe, então, é preciso ter muito cuidado com o que se diz. Pois as críticas ao nosso chefe podem ser tomadas como críticas ao chefe do nosso chefe e isso pode causar ainda mais problemas. Lembrem-se do velho ditado - "Não critiques o julgamento da tua mulher. Lembra-te com quem ela se casou!". Aqui vai um exemplo completamente ao acaso - Ao invés de dizer: "O meu chefe é muito desorganizado...", provavelmente o melhor seria dizer: "É muito difícil concentrar-me quando as prioridades mudam a cada hora..."

Um chefe "Eu é que sei!" é uma espécie rara e muito difícil de compreender, pois parece que por muito que uma pessoa os deixe falar e expor todas as suas ideias que derivam de toda aquela experiência profissional que eles já adquiriam ao longo dos vários anos de carreira e dos diferentes países e empresas onde já trabalharam, e só depois expor o nosso ponto de vista devidamente fundamentado... as nossas ideias continuam a ser merda! Ou seja, se o teu chefe tem uma solução diferente da tua para um mesmo problema, por muito que te esforces a explicar que a tua ideia é melhor dadas todas as circunstâncias... a conversa vai sempre acabar com o teu chefe a dizer [este é só mais um exemplo completamente aleatório] - "Pois... mas sabes... eu já fiz dezenas de tarefas dessas e os utilizadores vão é gostar disto assim...". Ora fo...-se!!! Pois não há outra maneira de dizer isto. Para que caralho é que ele nos pede a nossa opinião e nos faz gastar o nosso latim para depois nos cagar em cima e dizer eu é que sou o chefe por isso fazemos à minha maneira? Pois... a resposta é simples: para nos lembrar que por muito bons que sejamos, ele é que é o chefe e nós os escravos!

Dado isto, e visto que por vezes não conseguimos manter a calma e simplesmente desligamos o filtro e mandamos cá para fora tudo o que pensamos, aqui ficam algumas frases que são de evitar.

"Ah, então era isso que queria? Temos pena."
Perguntar sobre os detalhes de uma tarefa antes de iniciá-la demonstra que estamos a pensar de maneira estratégica, ao invés de nos limitarmos a cumprir ordens.

"É chato dizer isto, mas é tudo culpa daquele gajo(a)."
Quem avalia o desempenho dos elementos da equipa é o chefe. Quando uma tarefa não fica como era esperado, devemos mostrar eficiência dando sugestões de como melhorar no futuro, em vez de liderar a caça às bruxas. Sublinhar faltas e deficiências dos outros não inspira confiança na nossa capacidade de trabalhar em equipa.

"Achava que não precisava de saber isso."
Mesmo os chefes que deixam as equipas trabalhar com liberdade [ou simplesmente não sabem organizar a equipa] e limitam o seu envolvimento à observação, fazem questão de ser informados sobre o andar da carruagem. Até mesmo informações do tipo "Está tudo a correr conforme o planeado." são valiosas. Elas demonstram que estamos efectivamente no controlo da situação.

Algumas coisas que não se deve dizer quando o chefe perguntar: "O que é que está a fazer?"
  • "Nada de especial..."
  • "Ainda bem que pergunta, porque eu estava mesmo agora a pensar se há alguma coisa que eu possa fazer..."
  • "Pode definir 'fazer'?"
  • "Desculpe, pode repetir a última pergunta?"
  • "Huhahuahuauhuha..."
  • "Tenho tanta coisa para fazer que eu nem sei bem por onde começar..."
  • "Só um segundo por favor! Estou quase a quebrar o meu recorde..."
  • "Excelente pergunta! Os seus conhecimentos de como gerir uma equipa são formidáveis."
  • "Ele parou de trabalhar primeiro!!"
  • "Sobre aquele email que me enviou na última semana, será que me poderia enviar novamente?"
  • "Você primeiro!!"
  • "Na verdade, eu estou a trabalhar!"

Bem, para não ser só falar de coisas más... aqui fica uma pequena anedota que li há uns dias.

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo.

O génio diz: - Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
"Eu primeiro, eu primeiro." – grita um dos funcionários – Eu quero estar nas Bahamas a conduzir um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida."
... Pufff... e lá foi ele.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido: - Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um stock ilimitado de viagra!
... Pufff... e lá foi ele.
- Agora você - diz o génio para o gerente.
- Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Tenho dito...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Animal Esmiuça os Chefes de Portugal

Incompetente no quê?

Na maioria das vezes, quando alguém diz "Este gajo é um incompetente!" está-se a referir às capacidades técnicas daquela pessoa. Acontece que... saber fazer bem o nosso trabalho é apenas uma das muitas competências que se exigem a um profissional hoje em dia, ainda mais com os chefes que temos.

Poderosos e imaturos

Sempre houve chefes incompetentes e vai continuar a haver, convençam-se disso! Talvez o número tenha aumentado porque a guerra por talentos criou um problema muito sério nas empresas: na tentativa de reter os seus colaboradores mais competentes, muitas começaram a acelerar as promoções. Além disso, os chefes costumam ter responsabilidades demais e autonomia de menos, acabando por ficar como que "engessados".

Ex:
[Colaborador]: Chefe.... vou-me despedir.
[Chefe]: Não faças isso. Tu aqui até estás bem e tudo....
[Colaborador]: Não estou contente com a minha situação e vou mesmo embora.
[Chefe]: Já vi que queres ir mesmo mesmo embora... vamos até à tal salinha então....
(Já na salinha)
[Chefe]: Pronto.... sabes que nós já tínhamos pensado num aumento salarial considerável para ti, estávamos só à espera da aprovação.... diz lá o que queres para continuares a trabalhar connosco...
[Colaborador]:(Pensa para si mesmo) Já tinhas pensado já.... mesmo! E se te fosses f...er não?

Caçadores de auto-estima

Eis o cenário ideal para o surgimento dos torturadores psicológicos, aqueles chefes que tratam os seus subordinados como inferiores.
Ex:
"Enquanto não tivermos poucos bugs no total e apenas uma pequena percentagem de bugs por equipa ninguém sai daqui! Se falharmos nos prazos de entrega, os culpados serão vocês, que não cumpriram com as tarefas dentro do prazo... cambada de incompetentes ..."

Donos da verdade

Errar é humano e os chefes também podem cometer erros, certo? Certíssimo, mas muitos deles erram, sabem disso e mesmo assim recusam-se a dar o braço a torcer, com medo de perder a autoridade sobre os seus subordinados.

Nada de feedback

Deixar para dizer tudo depois é um pecado mortal porque torna a comunicação difícil e afecta a moral e a produção da equipa. As coisas devem ser ditas na hora - sejam elas boas ou más.

Motivação zero

Os chefes que só estão preocupados com a competência técnica da equipa, deparam-se com um problema sério: a falta de entusiasmo do grupo. Também pudera! Como é que se quer envolvimento e criatividade se se está sempre a pedir às pessoas que corrijam os problemas que outros criaram e estejam calados quando alguém nos culpa por esses mesmos problemas? É função do chefe fazer com que os funcionários se sintam parte fundamental do processo. Caso contrário,vão viver cercados por um bando de "alienados".

Alguns pecados capitais cometidos pela maioria dos chefes

  • Não têm um critério justo nas promoções
  • Nunca reconhecem quando alguém faz um bom trabalho ou um esforço extra
  • Favorecem alguns funcionários
  • São centralizadores e não envolvem as pessoas em decisões que afectam o seu trabalho
  • Não sabem distribuir adequadamente as tarefas

Um chefe tipo em 6 palavras


Abusivo
É daquele tipo de chefe que faz com que as pessoas se sintam mal sem motivo aparente e sem terem sido responsáveis pela situação da qual ele se queixa aos berros. Mas depois quando vai falar com os chefes parece um gatinho.... vá-se lá perceber! Depois fica toda a gente desmotivada... milagre!

Arrogante
Acha que tem sempre, sempre, ..., sempre razão. Acredita que está certo em toda e qualquer circunstância e faz com que toda a gente saiba disso. A parte mais engraçada é quando nos pergunta alguma coisa e uma pessoa responde com toda a boa vontade. Passado algum tempo ele vira-se e diz: "Lembras-te daquilo que te perguntei à pouco? Já encontrei a solução." Neste momento toda a gente pensaria que lhe deu a resposta errada e agora ele vai-nos dar a resposta correcta..... pois eu também pensava isso... mas não! Ele repete exactamente a resposta que uma pessoa lhe deu antes com mais 6 palavras no fim: "Eu fui mesmo ver ao código!" Ora toma lá seu incompetente! Para a próxima ficas mas é calado.

Egocêntrico
Quer estar sempre envolvido em todas as decisões. Mesmo quando não lhe dizem respeito. Acha que é imprescindível que ele seja ouvido. Ele atrapalha os processos da equipa por querer participar em tudo. Ah, mas assim todos os resultados são mérito dele mesmo, e não dos incompetentes que trabalham para ele.

Incompetente
É o tipo de pessoa não qualificada para o cargo que possui. Entre as suas habilidades profissionais, estão: falta de comunicação, falta de maturidade emocional e baixo nível intelectual. Mas o cargo, ainda assim, é dela. Além disso é insegura, o que complica a convivência, está sempre a fazer perguntas e a atrapalhar o nosso trabalho.

Micro gerente
Gosta de assumir todas as ínfimas tarefas da equipa. Anda sobre carregada, stressada e inacessível... e parece que gosta!

Surdo
Na verdade, ele não é surdo. Apenas prefere não utilizar os ouvidos. Farta-se de receber avisos e conselhos mas ignora-os solenemente. Se tudo correr bem ele é a maior, se der merda... a culpa é dos incompetentes.

"Não que esse executivo seja um mau chefe, mas é fundamental que um líder se preocupe de verdade com a sua equipa."

Tenho dito...

terça-feira, 23 de março de 2010

O grito do Ipiranga

"Acontecimento ocorrido a 7 de Setembro de 1822 que simboliza a independência do Brasil. Na sequência de diversos conflitos de poderes entre as Cortes e a administração" In Infopédia Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-03-23].
Disponível na www: .

Os dias podem começar de diversas maneiras:
- Café;
- "Bom dia";
- Bocejo;
- Ler as capas dos jornais desportivos;
- Ler o email;
- Apagar o primeiro fogo do dia (para um bombeiro sapador, não há melhor começo!)
.....
.....
.....
- Ouvir choros;
- Assistir ao primeiro espectáculo de Circo;
- Presenciar um grito do Ipiranga;

Sim, fiquem espantados com os três últimos pontos que identifiquei na lista anterior porque, nestes últimos tempos, é aquilo a que eu (e outros tantos) tenho assistido. Os choros e os espectáculos de Circo foram até há pouco tempo os bilhetes de primeira fila para quem quer começar um dia a produzir e a tentar fazer com que a engrenagem não pare. Aliás, tem sido muito difícil manter a motivação num nível capaz de ignorar certas e determinadas cenas de um verdadeiro filme de Alfred Hitchcock, nos quais o suspense é o tema principal.
Todavia, toda esta bola de neve chegou a um ponto em que um
Foreign Correspondent ou um Dial M for Murder tornaram-se rookies ao lado de um Grito do Ipiranga!
Sim, o Grito do Ipiranga foi a última fornada de uma fábrica que nos surpreende a cada dia que passa.
Agora peço que reflitam sobre isto:
- Será que o grito do Ipiranga nesta fábrica terá o mesmo efeito que o grito do Ipiranga no Brasil? Eu acho que não, pois em vez de um Lula temos um Polvo à frente do leme...

E mais não digo.


terça-feira, 16 de março de 2010

A gota de água

Será que temos a capacidade de sentir que o que está para vir é realmente a gota de água? Aquela acção, aquele gesto, aquela palavra que nos vai fazer saltar a tampa e dizer tudo aquilo que tanto nos esforçamos para esconder e ignorar? Será que por mais extenso que seja um oceano, uma gota de água fará realmente alguma diferença? Será que o impacto dela na água irá causar ondas e mais ondas, e finalmente dar origem ao tão esperado tsunami? Será que vale a pena pegar no que sentimos, e fazer disso a nossa libertação? Simplesmente tirar o pirolito da panela de pressão e deixar sair tudo? Será que vale mesmo a pena?

Costuma-se dizer que os nossos actos são uma extensão dos nossos pensamentos mas... será que é mesmo assim que as coisas funcionam? Será que tudo aquilo que dizemos ou fazemos quando nos salta a tampa é mesmo aquilo que pensamos? Aquilo que nos define? Como se por breves instantes pudéssemos esquecer todas as regras de boa educação, ignorar o que os outros pensam sobre nós, e simplesmente dizer aquilo que há tanto tempo guardamos só para nós, sem pensar nas consequências? Ou será que todos nós sofremos de dupla personalidade e por vezes somos controlados por esse lado obscuro, o tal génio maléfico que diz coisas que nós até nem concordamos muito e depois nos arrependemos e pedimos desculpas vezes e vezes sem conta?  Oh pah desculpa lá... eu até nem queria dizer aquilo.... a situação não era assim tão insustentável.... eu é que estava a exagerar e tal....

Era bom poder acreditar que algures dentro de mim vive um personagem obscuro, mal educado que quando solicitado só diz as verdades que ninguém quer ouvir, mas quando era pequeno também acreditava no Pai Natal, e nas cenas da chaminé, e dos presentes e tal, mas depois parei para pensar e percebi que em minha casa nunca houve lareira ou chaminé.... por isso ou o Pai Natal era um gatuno que arrombava a porta da casa para deixar as prendas ou então ele simplesmente não existia. Isto tudo para concluir que eu acho que nós somos como uma fossa céptica. Sim! Não fiquem escandalizados por me estar a comparar com um monte de merda... é verdade! Quando está vazia está tudo bem, até nem cheira mal nem nada, mas depois começa a encher e o cheiro começa a incomodar. Depois um dia simplesmente não cabe mais nada e começa a transbordar merda por todos os lados. Mas de quem é a merda afinal? Que eu saiba ninguém vai lá a casa de propósito para cagar! É claro que a merda é nossa.... fomos nós que a colocamos lá, apenas nos esquecemos dela enquanto ela não nos incomodou!

Ou seja, tudo aquilo que dizemos nestes preciosos momentos de pura inspiração, vem de dentro de nós. São todos aqueles pequenos detalhes, gestos, atitudes, expressões que na altura simplesmente não damos o devido valor, mas que guardamos cá dentro na nossa fossa!

Enfim.... será que estou a perder o meu precioso tempo a questionar o que não é questionável? Será que a próxima é mesmo a tal gota de água?

Não vale a pena pensar muito nisso ... mas vamos esperar que não!

Não nos pagam para pensar

Vi este poster em casa de um amigo meu neste fim-de-semana e achei que devia partilhá-lo neste gossip blog.
Acham mesmo que quem tem essas ideias de caca pensa assim? Que não nos pagam para pensar?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Motivação…

Fala-se muito em motivação, mas quem é então o responsável pela satisfação que sentimos no nosso local de trabalho? Não há dúvida de que o principal responsável somos nós! Não devemos delegar essa tarefa para ninguém mais. Não assumir a responsabilidade pela motivação é, ao mesmo tempo, frustrante e pouco inteligente. É frustrante porque, uma vez que não dependemos dos outros para estarmos motivados, temos mais hipóteses de alcançarmos a motivação. Também é pouco inteligente porque deixar o controlo de algo tão importante nas mãos de outra pessoa é simplesmente um absurdo. No entanto, o chefe, a chefe, o responsável ou seja lá qual for o título da pessoa a quem respondemos, também tem alguma responsabilidade. Nesse sentido, a primeira coisa que se deveria pedir a alguém num posto de comando é que, pelo menos, não desmotivasse o seu pessoal. Em outras palavras, que não destrua as fontes de motivação que trazemos dentro de nós. Quando passamos o nosso dia a dia a procurar desenvolver as nossas melhores capacidades, e não apenas a satisfazer as vontades e os caprichos de alguém com mais poder do que nós, somos mais produtivos para a empresa e para nós mesmos.

No meu entender, as empresas não estão motivadas ou desmotivadas. Embora pareça óbvio, são as pessoas que se sentem motivadas ou não. Como eu disse, pode parecer óbvio, mas não é. Quando falamos de empresas, e não de pessoas, de instituições, e não de indivíduos, desviamos a atenção do que realmente importa – o ser humano.

Entre as causas mais comuns de falta de motivação estão, sem dúvida, as condições salariais e as expectativas reais de ascensão profissional. Contudo, há outro factor que, em geral, também influencia: o estilo da direcção.  Em outras palavras, a boa interacção entre os responsáveis e o seu pessoal faz com que os funcionários se sintam mais motivados, que riam mais e que, por fim, contribuam mais para os bons resultados da empresa.

Tenho dito!

domingo, 14 de março de 2010

A minha nova ferramenta de trabalho…

Como qualquer bom profissional, eu também actualizo o meu currículo regularmente. Costumo detalhar todas as minhas capacidades e áreas nas quais adquiri algum tipo de experiência. Isto costuma ser uma tarefa extremamente normal, ou melhor, costumava ser! Porque a última vez que fui actualizar o meu currículo, percebi que a minha experiência profissional está bem fora da minha área de formação. Eu ao longo dos últimos meses tornei-me um especialista na área da construção civil. A minha ferramenta de trabalho, que costumava ser um pc, foi trocada por uma vasta colecção de martelos e marretas. Há para todos os gostos, tamanhos e feitios.



A preocupação deixou de ser a qualidade do nosso trabalho e começou a ser a nossa capacidade para “resolver” (martelar) uma solução no menor espaço de tempo possível. Não interessa que daqui a algum tempo surjam novos problemas, pois nessa altura usa-se uma “solução” (marreta) mais adequada à severidade do problema. Ora esta situação começou a preocupar-me porque, como todos sabem, o negócio da construção civil está em crise! E depois onde é que eu vou arranjar trabalho? Bem… todo este desabafo serve para chamar à atenção daquelas pessoas que acham que mais vale varrer o lixo para debaixo do tapete e daqui a algum tempo lá se há-de arranjar uma solução, de que vai chegar uma altura que já nem o maior o tapete mágico do Aladin chega para esconder tanta porcaria! Acho que já é altura de as pessoas se aperceberem que mais vale fazer pouco e bem, do que muito e mal.

Tenho dito!




Tapete mágico - Esconde toda e qualquer porcaria