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terça-feira, 23 de março de 2010

O grito do Ipiranga

"Acontecimento ocorrido a 7 de Setembro de 1822 que simboliza a independência do Brasil. Na sequência de diversos conflitos de poderes entre as Cortes e a administração" In Infopédia Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-03-23].
Disponível na www: .

Os dias podem começar de diversas maneiras:
- Café;
- "Bom dia";
- Bocejo;
- Ler as capas dos jornais desportivos;
- Ler o email;
- Apagar o primeiro fogo do dia (para um bombeiro sapador, não há melhor começo!)
.....
.....
.....
- Ouvir choros;
- Assistir ao primeiro espectáculo de Circo;
- Presenciar um grito do Ipiranga;

Sim, fiquem espantados com os três últimos pontos que identifiquei na lista anterior porque, nestes últimos tempos, é aquilo a que eu (e outros tantos) tenho assistido. Os choros e os espectáculos de Circo foram até há pouco tempo os bilhetes de primeira fila para quem quer começar um dia a produzir e a tentar fazer com que a engrenagem não pare. Aliás, tem sido muito difícil manter a motivação num nível capaz de ignorar certas e determinadas cenas de um verdadeiro filme de Alfred Hitchcock, nos quais o suspense é o tema principal.
Todavia, toda esta bola de neve chegou a um ponto em que um
Foreign Correspondent ou um Dial M for Murder tornaram-se rookies ao lado de um Grito do Ipiranga!
Sim, o Grito do Ipiranga foi a última fornada de uma fábrica que nos surpreende a cada dia que passa.
Agora peço que reflitam sobre isto:
- Será que o grito do Ipiranga nesta fábrica terá o mesmo efeito que o grito do Ipiranga no Brasil? Eu acho que não, pois em vez de um Lula temos um Polvo à frente do leme...

E mais não digo.


terça-feira, 16 de março de 2010

A gota de água

Será que temos a capacidade de sentir que o que está para vir é realmente a gota de água? Aquela acção, aquele gesto, aquela palavra que nos vai fazer saltar a tampa e dizer tudo aquilo que tanto nos esforçamos para esconder e ignorar? Será que por mais extenso que seja um oceano, uma gota de água fará realmente alguma diferença? Será que o impacto dela na água irá causar ondas e mais ondas, e finalmente dar origem ao tão esperado tsunami? Será que vale a pena pegar no que sentimos, e fazer disso a nossa libertação? Simplesmente tirar o pirolito da panela de pressão e deixar sair tudo? Será que vale mesmo a pena?

Costuma-se dizer que os nossos actos são uma extensão dos nossos pensamentos mas... será que é mesmo assim que as coisas funcionam? Será que tudo aquilo que dizemos ou fazemos quando nos salta a tampa é mesmo aquilo que pensamos? Aquilo que nos define? Como se por breves instantes pudéssemos esquecer todas as regras de boa educação, ignorar o que os outros pensam sobre nós, e simplesmente dizer aquilo que há tanto tempo guardamos só para nós, sem pensar nas consequências? Ou será que todos nós sofremos de dupla personalidade e por vezes somos controlados por esse lado obscuro, o tal génio maléfico que diz coisas que nós até nem concordamos muito e depois nos arrependemos e pedimos desculpas vezes e vezes sem conta?  Oh pah desculpa lá... eu até nem queria dizer aquilo.... a situação não era assim tão insustentável.... eu é que estava a exagerar e tal....

Era bom poder acreditar que algures dentro de mim vive um personagem obscuro, mal educado que quando solicitado só diz as verdades que ninguém quer ouvir, mas quando era pequeno também acreditava no Pai Natal, e nas cenas da chaminé, e dos presentes e tal, mas depois parei para pensar e percebi que em minha casa nunca houve lareira ou chaminé.... por isso ou o Pai Natal era um gatuno que arrombava a porta da casa para deixar as prendas ou então ele simplesmente não existia. Isto tudo para concluir que eu acho que nós somos como uma fossa céptica. Sim! Não fiquem escandalizados por me estar a comparar com um monte de merda... é verdade! Quando está vazia está tudo bem, até nem cheira mal nem nada, mas depois começa a encher e o cheiro começa a incomodar. Depois um dia simplesmente não cabe mais nada e começa a transbordar merda por todos os lados. Mas de quem é a merda afinal? Que eu saiba ninguém vai lá a casa de propósito para cagar! É claro que a merda é nossa.... fomos nós que a colocamos lá, apenas nos esquecemos dela enquanto ela não nos incomodou!

Ou seja, tudo aquilo que dizemos nestes preciosos momentos de pura inspiração, vem de dentro de nós. São todos aqueles pequenos detalhes, gestos, atitudes, expressões que na altura simplesmente não damos o devido valor, mas que guardamos cá dentro na nossa fossa!

Enfim.... será que estou a perder o meu precioso tempo a questionar o que não é questionável? Será que a próxima é mesmo a tal gota de água?

Não vale a pena pensar muito nisso ... mas vamos esperar que não!

Não nos pagam para pensar

Vi este poster em casa de um amigo meu neste fim-de-semana e achei que devia partilhá-lo neste gossip blog.
Acham mesmo que quem tem essas ideias de caca pensa assim? Que não nos pagam para pensar?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Motivação…

Fala-se muito em motivação, mas quem é então o responsável pela satisfação que sentimos no nosso local de trabalho? Não há dúvida de que o principal responsável somos nós! Não devemos delegar essa tarefa para ninguém mais. Não assumir a responsabilidade pela motivação é, ao mesmo tempo, frustrante e pouco inteligente. É frustrante porque, uma vez que não dependemos dos outros para estarmos motivados, temos mais hipóteses de alcançarmos a motivação. Também é pouco inteligente porque deixar o controlo de algo tão importante nas mãos de outra pessoa é simplesmente um absurdo. No entanto, o chefe, a chefe, o responsável ou seja lá qual for o título da pessoa a quem respondemos, também tem alguma responsabilidade. Nesse sentido, a primeira coisa que se deveria pedir a alguém num posto de comando é que, pelo menos, não desmotivasse o seu pessoal. Em outras palavras, que não destrua as fontes de motivação que trazemos dentro de nós. Quando passamos o nosso dia a dia a procurar desenvolver as nossas melhores capacidades, e não apenas a satisfazer as vontades e os caprichos de alguém com mais poder do que nós, somos mais produtivos para a empresa e para nós mesmos.

No meu entender, as empresas não estão motivadas ou desmotivadas. Embora pareça óbvio, são as pessoas que se sentem motivadas ou não. Como eu disse, pode parecer óbvio, mas não é. Quando falamos de empresas, e não de pessoas, de instituições, e não de indivíduos, desviamos a atenção do que realmente importa – o ser humano.

Entre as causas mais comuns de falta de motivação estão, sem dúvida, as condições salariais e as expectativas reais de ascensão profissional. Contudo, há outro factor que, em geral, também influencia: o estilo da direcção.  Em outras palavras, a boa interacção entre os responsáveis e o seu pessoal faz com que os funcionários se sintam mais motivados, que riam mais e que, por fim, contribuam mais para os bons resultados da empresa.

Tenho dito!

domingo, 14 de março de 2010

A minha nova ferramenta de trabalho…

Como qualquer bom profissional, eu também actualizo o meu currículo regularmente. Costumo detalhar todas as minhas capacidades e áreas nas quais adquiri algum tipo de experiência. Isto costuma ser uma tarefa extremamente normal, ou melhor, costumava ser! Porque a última vez que fui actualizar o meu currículo, percebi que a minha experiência profissional está bem fora da minha área de formação. Eu ao longo dos últimos meses tornei-me um especialista na área da construção civil. A minha ferramenta de trabalho, que costumava ser um pc, foi trocada por uma vasta colecção de martelos e marretas. Há para todos os gostos, tamanhos e feitios.



A preocupação deixou de ser a qualidade do nosso trabalho e começou a ser a nossa capacidade para “resolver” (martelar) uma solução no menor espaço de tempo possível. Não interessa que daqui a algum tempo surjam novos problemas, pois nessa altura usa-se uma “solução” (marreta) mais adequada à severidade do problema. Ora esta situação começou a preocupar-me porque, como todos sabem, o negócio da construção civil está em crise! E depois onde é que eu vou arranjar trabalho? Bem… todo este desabafo serve para chamar à atenção daquelas pessoas que acham que mais vale varrer o lixo para debaixo do tapete e daqui a algum tempo lá se há-de arranjar uma solução, de que vai chegar uma altura que já nem o maior o tapete mágico do Aladin chega para esconder tanta porcaria! Acho que já é altura de as pessoas se aperceberem que mais vale fazer pouco e bem, do que muito e mal.

Tenho dito!




Tapete mágico - Esconde toda e qualquer porcaria

sábado, 13 de março de 2010

O problema são as pessoas que retêm peidos...

Para onde vão os peidos quando os retemos?
Os médicos concordam que o peido não é nem libertado nem absorvido, ele simplesmente volta para os intestinos e sai depois. Isso reafirma as convicções do nosso amigo Lavoisier de que nada se perde tudo se transforma. De facto estes peidos não são realmente perdidos. Eu tenho uma teoria! Estes peidos que são retidos na realidade têm tendência a tornar-se mais leves, flutuam pelo nosso corpo acima, acabando por se alojar no nosso cérebro, onde depois só dão origem a ideias de caca. Este fenómeno é conhecido como diarreia mental. Por muito que as pessoas queiram evitar, cada vez que abrem a boca só sai m…da.


Portanto, alerto todos os cidadãos que hesitam em soltar alguma flatulência… POR FAVOR, peidem seja qual for o ambiente em que estejam! Se não, vão acabar por ser recrutados!


sexta-feira, 12 de março de 2010

O início...

Boas,
Como já devem ter reparado escrever para blogs não é o meu forte, quanto mais criar um blog… onde é que eu estava com a cabeça quando decidi fazer isto!! :P
A verdade é que a ideia surgiu durante um “Bear break” onde juntamente com um grupo de colegas de trabalho identificamos a necessidade de criar um espaço onde as pessoas podessem escrever à vontade, sem qualquer tipo de censura, tudo que lhes viesse à cabeça sobre o seu local de trabalho e/ou colegas de trabalho.
Espero que ajudem contribuindo com posts e comentários de boa qualidade.
Quem estiver interessado em escrever para este blog, pode enviar um pedido para este email.