Fala-se muito em motivação, mas quem é então o responsável pela satisfação que sentimos no nosso local de trabalho? Não há dúvida de que o principal responsável somos nós! Não devemos delegar essa tarefa para ninguém mais. Não assumir a responsabilidade pela motivação é, ao mesmo tempo, frustrante e pouco inteligente. É frustrante porque, uma vez que não dependemos dos outros para estarmos motivados, temos mais hipóteses de alcançarmos a motivação. Também é pouco inteligente porque deixar o controlo de algo tão importante nas mãos de outra pessoa é simplesmente um absurdo. No entanto, o chefe, a chefe, o responsável ou seja lá qual for o título da pessoa a quem respondemos, também tem alguma responsabilidade. Nesse sentido, a primeira coisa que se deveria pedir a alguém num posto de comando é que, pelo menos, não desmotivasse o seu pessoal. Em outras palavras, que não destrua as fontes de motivação que trazemos dentro de nós. Quando passamos o nosso dia a dia a procurar desenvolver as nossas melhores capacidades, e não apenas a satisfazer as vontades e os caprichos de alguém com mais poder do que nós, somos mais produtivos para a empresa e para nós mesmos.
No meu entender, as empresas não estão motivadas ou desmotivadas. Embora pareça óbvio, são as pessoas que se sentem motivadas ou não. Como eu disse, pode parecer óbvio, mas não é. Quando falamos de empresas, e não de pessoas, de instituições, e não de indivíduos, desviamos a atenção do que realmente importa – o ser humano.
Entre as causas mais comuns de falta de motivação estão, sem dúvida, as condições salariais e as expectativas reais de ascensão profissional. Contudo, há outro factor que, em geral, também influencia: o estilo da direcção. Em outras palavras, a boa interacção entre os responsáveis e o seu pessoal faz com que os funcionários se sintam mais motivados, que riam mais e que, por fim, contribuam mais para os bons resultados da empresa.
Tenho dito!

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